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Quarta-feira, Março 26, 2008

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Presidente francês não exclui possibilidade de boicotar cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

Nicolas Sarkozy não exclui nenhuma possibilidade de resposta à situação no Tibete, inclusive um boicote à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim. As declarações do presidente antecedem a cimeira europeia de sexta-feira na Eslovénia, onde a UE vai discutir uma posição comum sobre o tema. O responsável diplomático da União, Javier Solana, tinha afirmado há dias que vai participar nos Jogos. O Dalai Lama deverá visitar Paris por volta do dia 10 de Agosto, dois dias depois do início dos Jogos Olímpicos.

A ideia de um boicote à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim começa a ganhar força em França. A proposta defendida pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) agitou ontem o debate político francês, depois da organização ter realizado um mini-protesto durante a cerimónia da tocha olímpica na Grécia, na segunda-feira. Mas depois de uma semana de silêncio oficial sobre o tema, a posição do governo está longe de ser clara. O presidente Nicolas Sarkozy, de visita ontem a Tarbes, afirmou, relativamente à possibilidade de boicote à cerimónia de abertura que "todas as opções estão em aberto", sublinhando querer "que o diálogo com as autoridades tibetanas se inicie e condicionarei a minha resposta à das autoridades chinesas". Já o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, que julga a hipótese de um boicote, como "irrealista", acusou os promotores do boicote de quererem ser mais radicais que o Dalai Lama - que rejeita esta possibilidade. O silêncio do fundador da organização Médicos Sem Fronteiras e defensor do chamado "direito à ingerência" nos conflitos nacionais, tem sido vivamente criticado pelo campo dos seus ex-colegas socialistas. Kouchner afirmou no etanto que, "a repressão chinesa no Tibete não é aceitável", anunciando que uma resposta coordenada da União Europeia deverá ser discutida na cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros, agendada para sexta-feira na Eslovénia.

Numa entrevista ao jornal Le Figaro, a Secretária de Estado para os Direitos Humanos, Rama Yade, afirmou que se a situação piorar poderá rever a decisão de participar na cerimónia de abertura, mas a prioridade é para já de "abrir negociações entre o campo tibetano e as autoridades chinesas". Paris vai acolher o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, no início de Agosto, dias depois da data de início dos Jogos Olímpicos, no dia 8 de Agosto. A ambiguidade do governo francês, que tinha feito da reaproximação das relações com a China e com a Índia uma prioridade económica, é vivamente criticada pela oposição nos últimos dias. Uma notícia avançada ontem pelo site Backchich, dá conta que a embaixada francesa em Pequim teria há dias saudado num comunicado a "transparência inédita" com que a televisão chinesa tinha coberto a revolta no Tibete. O presidente dos RSF, Robert Ménard, acusado na Grécia de insulto aos símbolos nacionais, pelo protesto de segunda-feira em Olímpia, prometeu prosseguir as acções para apelar ao boicote da cerimónia de abertura dos JO. Oficialmente a chama olímpica deverá ser acolhida em Paris no dia 6 de Abril. O director de desportos da televisão pública françesa France 2, avançava ontem a hipótese de boicotar a retransmissão dos Jogos Olímpicos de Pequim, que pela primeira vez na história, e por imposição de Pequim serão transmitidos em diferido.

O número de baixas da repressão chinesa no Tibete, segundo as últimas informações fornecidas pelo governo tibetano no exílio, eleva-se a 79. Pelo menos 1200 pessoas foram detidas nos últimos dias e mais de 100 encontram-se desaparecidos. O governo no exílio apelou à ONU para que investigue a situação e que envie uma missão ao território.

Mais informações do lado tibetano e chinês.
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Domingo, Março 16, 2008

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Imagens das mais recentes manifestações contra a ocupação chinesa no Tibete (www.tchrd.org)

Exército chinês inicia vaga de detenções arbitrárias para neutralizar protestos no Tibete

As autoridades chinesas tentam silenciar a revolta do Tibete, quer nas ruas das principais cidades do território, quer nos meios de comunicação social. Na China, o govern não hesitou a censurar as reportagens das cadeias internacionais sobre o tema. No território tibetano, multiplicam-se ás acções de repressão do exército que este domingo terá irrompido em templos e residências particulares à procura dos manifestantes que integraram os protestos dos últimos dias. Os tanques militares patrulham em permanência nas ruas. O governo tibetano no exílio não hesita em falar numa situação próxima da imposição da lei marcial, semelhante à de 1989. O número de mortos das acções militares poderá superar já a centena de mortos. As poucas informações que nos chegam dão conta de outras manifestações. Cerca de 500 estudantes realizaram uma manifestação no interior da universidade de Lanzhou no Leste do território, reprimida pela polícia, que cercou a instalação. Outra manifestação juntou centenas de pessoas na região de Machu, com slogans pela independência do Tibete e de aclamação do Dalai Lama (citar o nome do líder espiritual ou possuir uma foto do mesmo constitui crime punido com prisão). A polícia carregou sobre os manifestantes que incendiaram um carro dos agentes da autoridade. Na cidade de Nyulra, também na região de Machu, 250 pessoas concentraram-se no centro urbano, gritando slogans pró-independência. Os militantes conseguiram irromper no edifício da câmara da cidade, substituindo a bandeira chinesa pela bandeira do Tibete. Mais informações do lado tibetano e chinês.>


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Sábado, Março 15, 2008

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Manifestações este sábado em Amdo Labrang, no norte do Tibete (www.tchrd.org)

Revolta no Tibete apaga a chama olímpica

Última hora: As manifestações contra a ocupação chinesa do Tibete terão provocado pelo menos 25 mortos em Lassa. Fontes próximas das organizações humanitárias, contactadas pelo Kalashnikov, falam de um recolher obrigatório na cidade onde as autoridades impuseram um ultimato aos manifestantes para se render até segunda-feira. O Tibete encontra-se fechado aos turistas estrangeiros. Pequim fala de motins e ataques de militantes independentistas contra lojas chinesas. Desde há três dias que se multiplicam as manifestações no território, ocupado há 60 anos pela China, para assinalar o levantamento de 1949 que conduziu ao exílio do Dalai Lama para a Índia. A televisão chinesa divulgou esta manhã as primeiras imagens dos "motins", referindo que os manifestantes atacaram edifícios governamentais. A revolta dos monges budistas contra um regime político, que se tinha iniciado há meses no Myanmar (antiga Birmânia) parece ter contagiado o Tibete, mas não só. Uma manifestação no Norte da Índia de apoio aos independentistas tibetanos foi reprimida pela polícia, que deteve 80 manifestantes. Uma acção que se arrisca a inflamar por sua vez a revolta numa zona da índia onde a minoria budista é frequentemente alvo de discriminação por parte da maioria hindu. Chegou a hora do budismo deixar de ser zen? Ao mesmo tempo há notícia de outras manifestações no Tibete, como em Amdo Labrang, no norte do território, onde 2mil pessoas saíram à rua acompanhadas por um forte dispositivo policial. Kalashnikov vai continuar a acompanhar os últimos desenvolvimentos, tentando ultrapassar a "cortina de ferro" informativa imposta pela China ao território. Mais informações aqui(organização humanitária tibetana) ou aqui.>


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Quinta-feira, Março 06, 2008

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Vanity fair revela plano de Washington para derrubar pela força o Hamas palestiniano

O artigo publicado esta semana na revista é assinado pelo jornalista de investigação David Rose. A reportagem detalha a forma como Washington apoiou e armou o Fatah palestiniano para derrubar o movimento islamita Hamas. Uma acção que o jornalista compara a um novo escândalo "Irão-contras" e que revela os bastidores da política norte-americana no Médio Oriente, responsabilizando a Casa Branca pela situação actual em Gaza. Em vez de derrotar os islamitas e de contar com um aliado na presidência palestiniana, Washington precipitou o isolamento da faixa de Gaza, que sob o regime do Hamas e sob o bloqueio israelita, vive agora uma das piores crises humanitárias de sempre. Um artigo a ler aqui.>


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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

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(Rendição ou continência face aos militares britânicos no Afeganistão?)
O plano secreto de Londres para formar uma milícia anti-Talibã

A notícia é avançada pelo jornal The Independent. As autoridades de Cabul acusam Londres de planear, em segredo, a construção de uma base militar para formar 2 mil combatentes anti-Talibã. Segundo o governo afegão o projecto, feito à revelia do exército afegão - também treinado pelos exércitos ocidentais - teria o apoio da União Europeia e da ONU. Uma mudança de estratégia em segredo, para não admitir a derrota militar na região rebelde de Helmand? Serão os exércitos ocidentais ainda senhores da guerra ou novos senhores da guerra no Afeganistão?

A base militar deveria ser construída na localidade de Musa Qala, em plena província rebelde de Helmand, bastião dos Talibã. Segundo o jornal os serviços secretos britânicos estariam a financiar a construção de um campo de treino para uma milícia de dissidentes dos Talibã, seguindo o modelo de "comunidades de defensores voluntários", inspirado nas tradicionais arbakai afegãs, onde voluntários são recrutados para defender casas e famílias. O projecto que deveria ser construído em Musa Qala, na província rebelde de Helmand, estaria a ser levado a cabo sem o conhecimento das autoridades de Cabul. Teria como objectivo formar uma força de 1.800 homens para combater os Talibã no Sul do país, onde as acções das forças ocidentais se têm revelado nos últimos meses catastróficas, não só para os militares ocidentais mas também para a população civil


Revealed: British plan to build training camp for Taliban fighters in Afghanistan
By Jerome Starkey in Kabul
Monday, 4 February 2008

The Afghan government claims they prove British agents were talking to the Taliban without permission from the Afghan President, Hamid Karzai, despite Gordon Brown's pledge that Britain will not negotiate. The Prime Minister told Parliament on 12 December: "Our objective is to defeat the insurgency by isolating and eliminating their leaders. We will not enter into any negotiations with these people."

The British insist President Karzai's office knew what was going on. But Mr Karzai has expelled two top diplomats amid accusations they were part of a plot to buy-off the insurgents.

The row was the first in a series of spectacular diplomatic spats which has seen Anglo-Afghan relations sink to a new low. Since December, President Karzai has blocked the appointment of Paddy Ashdown to the top UN job in Kabul and he has blamed British troops for losing control of Helmand.

It has also soured relations between Kabul and Washington, where State Department officials were instrumental in pushing Lord Ashdown for the UN role.

President Karzai's political mentor, Sibghatullah Mojaddedi, endorsed a death sentence for blasphemy on the student journalist Sayed Pervez Kambaksh last week, and two British contractors have been arrested in Kabul on, it is claimed, trumped up weapons charges. The developments are seen as a deliberate defiance of the British.

An Afghan government source said the training camp was part of a British plan to use bands of reconciled Taliban, called Community Defence Volunteers, to fight the remaining insurgents. "The camp would provide military training for 1,800 ordinary Taliban fighters and 200 low-level commanders," he said.

The computer memory stick at the centre of the row was impounded by officers from Afghanistan's KGB-trained National Directorate of Security after they moved against a party of international diplomats who were visiting Helmand.

A ministry insider said: "When they were arrested, the British said the Ministry of the Interior and the National Security Council knew about it, but no one knew anything. That's why the President was so angry."

Details of how much President Karzai was told remain murky. Some analysts believe Afghan officials were briefed about the plan, but that it later evolved.

The camp was due to be built outside Musa Qala, in Helmand. It was part of a package of reconstruction and development incentives designed to win trust and support in the aftermath of the British-led battle to retake the stronghold last year.

But the Afghans feared the British were training a militia with no loyalty to the central government. Intercepted Taliban communications suggested they thought the British were trying to help them, the Afghan official said.

The Western delegates, Michael Semple and Mervyn Patterson, were given 48 hours to leave the country. Their Afghan colleagues, including a former army general, were jailed. The expulsions coincided with a row within the Taliban's ranks which saw a senior commander, Mansoor Dadullah, sacked for talking to British spies. One official claimed the camp was planned for Mansoor and his men.

The computer stick contained a three-stage plan, called the European Union Peace Building Programme. The third stage covered military training.

Curiously, the European Union says the programme did not exist and there were no EU funds to run it.

Afghan government officials insist it was bankrolled by the British. UK diplomats, the UN, Western officials and senior Afghan officials have all confirmed the outline of the plan, which they agree is entirely British-led, but all refused to talk about it on the record. President Karzai's office claimed it was "a matter of national security".

The memory stick revealed that $125,000 (£64,000) had been spent on preparing the camp and a further $200,000 was earmarked to run it in 2008, an Afghan official said. The figures sparked allegations that British agents were paying the Taliban.

President Karzai's spokesman, Humayun Hamidzada, accused Mr Semple and Mr Patterson of being "involved in some activities that were not their jobs."

The camp would also have provided vocational training, including farming and irrigation techniques, to offer people a viable alternative to growing opium. But the Afghan government took issue with plans to provide military training, to turn the insurgents into a defence force.

Afghan government staff also claimed the "EU peace-builders" had handed over mobile phones, laptops and airtime credit to insurgents. They said the memory stick revealed plans to train the Taliban to use secure satellite phones, so they could communicate directly with UK officials.

Mr Patterson, a Briton, was the third-ranking UN diplomat when he was held. Mr Semple, an Irishman, was the acting head of the EU mission. Officially, the British embassy remains tight-lipped, fuelling speculation that the plan may have been part of a wider clandestine operation.

A spokesman repeated the line used since Christmas: "The EU and UN have responded to inquiries on this. We have nothing further to add."

But privately, the UN maintains it had no role in setting up the camp. Meanwhile, Mr Semple's EU boss, Francesc Vendrell, admitted he had very little idea what was going on.

Yet the British ambassador, Sir Sherard Cowper-Coles, cut short his Christmas holiday to meet President Karzai and "spell out the Foreign Office paper-trail" which diplomats claim proves his government had agreed. They met twice, but it was not enough to stop Mr Semple and Mr Patterson being forced to leave.

Gordon Brown has also said Britain would increase its support for "community defence initiatives, where local volunteers are recruited to defend homes and families modelled on traditional Afghan arbakai".

Background to the proposal

* December 11

British and Afghan troops take Musa Qala, a Taliban stronghold in Helmand, after President Hamid Karzai reveals that a senior Taliban commander swapped sides.

* December 23-24

The acting head of the EU mission, Michael Semple, and the third-ranking UN diplomat in Afghanistan, Mervyn Patterson, hold talks with local dignitaries and Taliban sympathisers in Helmand. Afghan secret police arrest their colleague, General Stanikzai, and seize a memory stick containing plans for training camps.

* December 25

Semple and Patterson are given 48 hours in which to leave Kabul.

* December 27

The two diplomats fly out of the Afghan capital, despite international appeals to let them stay.
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Domingo, Fevereiro 03, 2008

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Jornal El Pais revela o perfil do "Talibã Baitulá", o homem da Al-Qaida na Europa, que pretenderia atacar-se a Portugal

El ataque abortado en Barcelona era el 'bautismo' europeo del talibán Baitulá

Pretendía atentar en España, Reino Unido, Francia, Alemania y Portugal - La CIA y Musharraf acusan a este emir del asesinato de Benazir Bhutto

JOSÉ MARÍA IRUJO - Madrid - 03/02/2008

El frustrado atentado suicida que un grupo de presuntos yihadistas paquistaníes planificaba contra el metro de Barcelona era el "bautismo de fuego internacional" de Amir Baitulá Mehsud, emir de Waziristán y jefe de la milicia Tehrik i Talibán, movimiento Talibán de Pakistán, según la conclusión a la que han llegado los principales servicios de inteligencia de Europa.

La comunidad de inteligencia europea, integrada por los servicios de espionaje de España, Francia, Alemania y Reino Unido, estudia de forma coordinada este plan de ataque que, según un testigo protegido, los terroristas pretendían activar en estos países y en Portugal. La oleada de atentados iba a ser reivindicada por Baitulá, un dirigente pastún al que la CIA y el Gobierno de Pervez Musharraf acusan del asesinato de la dirigente opositora Benazir Bhutto. Responsables de estos servicios han mantenido reuniones de urgencia para analizar la amenaza conjunta.

Después del 7-J en Londres, en 2005, las células yihadistas paquistaníes en Europa han dejado su rastro en Dinamarca, Alemania y España. "Son una de las puntas de lanza más peligrosas y desconocidas de Al Qaeda en el Continente. Nunca sabes hasta dónde puedes llegar. Otra cosa es trabajar con nacionales. Todos los servicios europeos se han tomado muy en serio el caso de Barcelona", afirma un jefe de la investigación.

"Baitulá, como en su día hizo el fallecido Al Zarqaui en Irak, quiere extender su yihad fuera de Pakistán y éste era su ambicioso plan en Europa", apunta un responsable de inteligencia. La CIA y el MI6, servicio exterior británico, utilizan la información facilitada por el Centro Nacional de Coordinación Antiterrorista español (CNCA) al Centro de Seguimiento del Terrorismo norteamericano (TSC, siglas en inglés) para investigar en Pakistán los vínculos de los detenidos en Barcelona con las células del emir Baitulá, el hombre que ha conseguido unificar a las tribus, y cuyo liderazgo hace ya sombra al mulá Omar, viejo aliado de Osama Bin Laden.

España y EE UU firmaron el pasado verano un protocolo secreto para el intercambio de datos sobre terroristas y sospechosos de participar en actividades terroristas. España ha entregado a los norteamericanos numerosos datos sobre detenidos y sospechosos de actividades yihadistas, según aseguran fuentes de los servicios antiterroristas.

El ISI, el siniestro servicio de espionaje paquistaní, ha facilitado a sus aliados anglosajones informaciones relevantes sobre la célula de Barcelona que han llegado a los Gobiernos de los cinco países amenazados, según fuentes de la investigación. El testigo protegido, un joven paquistaní que había sido elegido como suicida, entrenó en uno de los campos terroristas de Baitulá y era uno de sus protegidos. "Tú le gustas mucho a Baitulá. Le gustas tanto que si hubieras completado tu preparación en vez de ser un terrorista suicida te habrían hecho un experto en explosivos", le espetó al testigo protegido uno de los presuntos jefes de la célula hoy detenido.

¿Quién es este emir de Waziristán que amenaza a Europa y que hasta hace muy poco huía de los focos y las cámaras? Baitulá nació en Ladnidog, tiene unos 34 años, pertenece a la etnia pastún y carece de formación intelectual. Su coraje y habilidades militares compensan esas lagunas, según coincide un perfil elaborado por la Fundación Jaynestown y periodistas de la cadena Al Yazira que lo entrevistaron el pasado mes de diciembre. Ya entonces amenazó a EE UU y a sus aliados en Afganistán, entre los que se encuentra España.

Los hombres de Baitulá se dirigen a él como Comandante de los Fieles y mantienen constantes combates y emboscadas con el Ejército paquistaní, que no ha logrado controlar Waziristán, una región montañosa de 11.585 metros cuadrados, fronteriza con Afganistán, y una población aproximada de 791.087 personas. En su territorio y en otras zonas próximas de Afganistán se encuentran los nuevos campos de entrenamiento de Al Qaeda y sus aliados. Abu Laith al Libi, uno de los principales jefes de Al Qaeda, murió hace días en esta zona, donde se sospecha que se esconden Bin Laden y su lugarteniente Ayman Al Zawahiri. El centro de prensa Al Fajr, ligado a Al Qaeda, hizo público esta semana un comunicado en el que informaba de que Al Libi cayó "como un mártir junto a un grupo de sus hermanos en el territorio de Pakistán islámico". Ese territorio es Waziristán norte, el feudo del barbudo Baitulá.

El jefe del grupo se formó cuatro años en una 'madrasa' paquistaní

Maroof Ahmed Mirza, el jefe de los 10 detenidos en Barcelona como presuntos miembros de una célula yihadista, es un molana, un sabio o maestro en leyes islámicas, formado durante al menos cuatro años en una madrasa (escuela musulmana) radical en Pakistán, según se desprende de la declaración del testigo protegido que precipitó la operación policial del pasado 18 de enero.

Personas cercanas a este miembro del movimiento Tabligh a Jamaa han confirmado este dato, aunque ignoran en qué madrasa de Pakistán se formó este hombre de 39 años, casado y padre de cuatro hijos, que llegó a Barcelona hace tres meses y daba clases de árabe y de urdu, y enseñaba a leer el Corán a los niños en la mezquita Tariq Bin Ziyad, en la calle Hospital, en el barrio del Raval, donde residen miles de miembros de la comunidad paquistaní.

En su declaración a la Guardia Civil, el testigo protegido asegura que "nadie podía subir las escaleras que desde el patio dan acceso a esta mezquita sin el permiso de molana Maroof". El testigo denomina a otros ocho de los detenidos o huidos como molanas o maestros en leyes islámicas, pero fuentes próximas a éstos señalan que quizás lo hacía como señal de respeto.

Los molanas exhiben largas y pobladas barbas. Los miembros de este grupo de tabligh trabajaban "al margen" del resto de la comunidad Tabligh, que predica la paz y la no violencia, según aseguran responsables de la misma.


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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

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Na mente de Donald Rumsfeld

O ex-secretário da Defesa norte-americano defendeu no cargo a necessidade de "elevar a ameaça terrorista" e de "associar o Iraque ao Irão" como forma de obter o apoio popular às decisões da Casa Branca. O Washington Post publica hoje excertos das suas notas pessoais que revelam um pouco dos bastidores da luta contra o terrorismo nos Estados Unidos.

Os documentos aos quais teve acesso o Washington Post revelam a estratégia do polémico ex-secretário da Defesa norte-americano Donald Rumsfeld. A figura próxima dos neo-conservadores norte-americanos e do presidente George Bush escrevia cerca de 20 a 60 notas pessoais, destinadas aos seus assessores, com indicações sobre a forma de agir>


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Terça-feira, Setembro 04, 2007

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Notícias em estado bruto
Guerrilha das FARC aceita proposta de mediação de Hugo Chavez

A entrevista do número dois da guerrilha colombiana, Raul Reyes, ao jornal mexicano Jornada é a fonte da notícia, cujo anúncio é posto em causa pela morte, hoje, de um líder da guerrilha durante uma acção militar no sul do país. Alvaro Uribe, o presidente colombiano prossegue uma guerra implacável contra a guerrilha , indiferente aos apelos para a negociação de um acordo humanitário que leve à libertação das centenas de reféns detidos pela guerrilha, entre os quais a ex-candidata presidencial Ingrid Bettancourt. Aqui fica a entrevista, em estado bruto:

–¿Conoce usted personalmente al presidente Chávez?

–Sí, lo conozco y creo que habrá muchas veces más para estar personalmente con él. Es un líder de suma importancia en el continente, mucho más ahora con sus expresiones y su interés de aportarle a la paz de Colombia.

–¿Qué le despierta el presidente venezolano cuando habla con él?

–Chávez es un hombre afable, que siente el dolor del pueblo, que trabaja por soluciones, convencido de proseguir la gesta bolivariana. Él es un bolivariano íntegro y, como tal, un antimperialista.

–¿Cree usted que Chávez puede despejar el camino hacia el intercambio?

–Yo sí lo creo. El aporte del presidente Chávez, su habilidad, su sagacidad, el prestigio que ha ganado en el continente ayudarán muchísimo a resolver el tema del intercambio humanitario, que es uno de los problemas derivados de nuestro conflicto interno. Por eso pienso que puede jugar un papel muy importante en esto y, en un futuro, también en la búsqueda de las salidas políticas que requiere Colombia.

–Hablando de intercambio, comandante, hay quienes han planteado la fórmula de “negociación en Venezuela y canje en Colombia”.

–Son muchas las cosas que se dicen. Hay muchas especulaciones sobre eso, pero igual hay muchísimas posibilidades y ninguna se puede negar. Obviamente son dos partes: el gobierno de Bogotá tiene una posición que, a nuestro juicio, no es la de facilitar el acuerdo, y las FARC tienen una posición política de mucha voluntad, explicada de distintas maneras. Es bueno que se sepa que las FARC fueron las que propusieron el acuerdo humanitario, porque Uribe, una vez que llegó a su primer gobierno, nunca habló del acuerdo humanitario; habló sólo de guerra y nada más.

–Cuando ustedes hablan de diálogo, ¿se refieren a un diálogo entre Chávez y Manuel Marulanda?

–Allá debemos llegar, ése será un encuentro histórico. Es un encuentro que se necesita para bien de toda la región y particularmente para el pueblo colombiano, que es víctima de las políticas del actual gobierno. El encuentro entre Chávez y Marulanda debe trabajarse, debe organizarse. Es muy importante el gran interés que tiene el presidente Chávez, y que lo ha expresado públicamente, de conversar con el jefe de las FARC.

–¿Marulanda en Miraflores?

–Ojalá, pero eso implica preparar las condiciones. A mí personalmente me gustaría mucho ese momento, porque Marulanda es un líder de las fuerzas revolucionarias de Colombia y del continente.

–Hay quienes dicen que los verdaderos artífices de todo lo que está sucediendo son ustedes. Que las FARC vienen cocinando esta situación desde hace mucho tiempo.

–Hay que darle todo el crédito a la senadora Piedad Córdoba, quien es la persona que esta detrás de todo esto, gracias a su amistad con el presidente Chávez. Ella es una mujer progresista y como tal le interesa resolver problemas como éste. El intercambio humanitario es un tema de interés internacional en el que están puestos los ojos de muchos países, expectantes de ver qué sale de la gestión del presidente Chávez con Uribe, y posteriormente, no sé cuando, con el comandante Manuel Marulanda.

–A la salida de una reunión reciente con el presidente Chávez, familiares de los políticos y militares que están en poder de las FARC dijeron que nunca habían estado tan optimistas. ¿Hoy tienen motivos para alimentar su esperanza?

–Esa esperanza y ese optimismo hay que mantenerlos. Es legítimo el optimismo que tienen los familiares de los prisioneros en los buenos oficios, en la facilitación, en la audacia del presidente Chávez para contribuir a la solución de este problema. Es algo que ellos entendieron muy bien, desde el momento que él los recibió con semejante amabilidad, se apersonó de sus problemas y sintió con ellos.

–Si hay intercambio, comandante Reyes, después de éste, ¿qué?

–Esperamos que el intercambio se dé y vamos a persistir todo el tiempo que sea necesario en la liberación de los prisioneros. Después de esto tendrá que venir la otra parte que tiene que ver con la paz de Colombia. Nosotros consideramos que la salida política es la solución a los problemas que padece nuestro país. No es cierto que la solución sea incrementar la guerra, como lo pregona el gobierno de Álvaro Uribe.

–Pasemos a otros temas. Recientemente el comandante de las fuerzas militares, el general Montoya, dijo durante un homenaje que le hicieron los industriales que la guerra había llegado “al fin del fin”.

–El general Montoya dice cualquier cosa y está hablando con lo que le dictan sus deseos. Pero lo que vemos es una tremenda descomposición en el ejército. Los medios de comunicación han denunciado que el ejército y la policía están vinculados a actividades del narcotráfico. También es vox populi el maridaje entre el ejército y los paramilitares. El ejército ha sido el instructor, el orientador, el instigador de los grupos paramilitares, pero además de eso, que es una vergüenza para la institución, los militares que de verdad son íntegros, que no están de acuerdo con las barbaridades del paramilitarismo, son arrinconados por la cúpula militar. Agréguele a eso el mal trato que le dan a los soldados: conocemos cómo los soldados ni siquiera tienen ropa interior, están mal de botas, mientras sus generales hacen despilfarro de los millonarios recursos que les da el presidente Uribe para que hagan la guerra contra el pueblo, defendiendo los intereses de la oligarquía, de las multinacionales y, sobre todo, del imperialismo yanqui. Así que sería mejor hablar del fin, pero del ejército.

–Pero ustedes tampoco van ganando la guerra, comandante.

–Vea, las FARC han podido resistir y derrotar el Plan Patriota. No logró el señor Uribe derrotar a las FARC; no lo ha logrado ni con los millones de dólares que le dio Estados Unidos, ni con los asesores militares. Justamente porque la lucha revolucionaria de las FARC es del pueblo y es una lucha que tiene la virtud de contar con la experiencia y la sabiduría del pueblo, del campesinado de la gente común y corriente, que aprende de la experiencia, que aprende de la vida.

–El Plan Patriota ha sido una especie de escuela superior de guerra para ustedes.

–Sí, se ha aprendido mucho. Nuestros cuadros, nuestros guerrilleros han aprendido mucho de esta confrontación y han adquirido un mayor nivel enfrentando el Plan Patriota. Hoy es necesario recordar que siempre ha habido planes para destruir a las FARC; por eso miente el presidente Uribe cuando quiere venderle al mundo y a Colombia la idea de que él es el único que ha combatido a las FARC: a las FARC las han combatido todos los gobiernos desde el de Guillermo León Valencia hasta hoy, segundo periodo de Álvaro Uribe.

–“Asco”, dijo el senador Gustavo Petro que le habían producido sus declaraciones recientes sobre la importancia que las FARC le atribuyen a la existencia del Polo Democrático Alternativo… ¿Que le producen a usted las declaraciones del senador Petro?

–Lo primero que debo decir es que Petro no es el Polo, el Polo es pueblo. Dentro del Polo están los sectores marginados, los desempleados, los desplazados, campesinos, indígenas, afrodescendientes. Están los colombianos que quieren cambios radicales en el sistema de vida de nuestro país. Están revolucionarios de verdad dentro del Polo y mucha gente progresista, patriótica, antimperialista… y también chavistas.
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Uma radiografia da Rússia de Putin, indiferente ou revoltada com o Ocidente
Sondagem: Os russos favoráveis à utilização da "arma energética"

(Fonte: Agência AFP) A maioria dos russos estima que Moscovo deve utilizar a arma energética na sua política externa, e dois terços pensam que ao criticar a Rússia, o Ocidente tenta desacreditar o país, segundo uma sondagem do centro Levada, datada de 3 de Setembro. No total, 59% das pessoas inquiridas, responderam sim à pergunta: "As autoridades russas devem utilizar a dependência dos países europeus relativamente ao petróleo e gás russos no contexto de crises entre Moscovo e certos dos seus vizinhos através dos quais transitam os hidrocarburos russos destinados à UE?". Apenas um russo em cada cinco (20%) respondeu não a esta questão. Na mesma sondagem, 46% das pessoas inquiridas estimam que "são infundadas as acusações do ocidente relativas às violações da democracia na Rússia", contra 29% que são da opinião contrária. Para mais de dois russos em cada três (68%) as críticas do ocidente "visam desacreditar o país", apenas 8% identificam as críticas com uma inquietude relativa à situação na Rússia. Dois russos em cada três (66%) estimam no entanto que as relações entre a Rússia e o Ocidente melhoraram sob a presidência de Vladimir Putin, enquanto que 9% exprimem a opinião contrária e 19% que não constatam nenhuma evolução particular. Quase metade das pessoas intervistadas (48%) afirmam ter uma atitude positiva face à Grã- Bretanha, apesar da crise diplomática russo-britânica provocada pelo envenenamento do ex-agente russo Alexandre Litvinenko em Londres. Pelo contrário, 29% têm uma atitude negativa, enquanto 23% não exprimem qualquer opinião. Depois da fascinação de há 15 anos pelo Oeste iniciada pela Perestroika de Mikhaïl Gorbatchev, a indiferença ou a rejeição do Ocidente reinam na Russia do presidente Putin. A sondagem foi efectuada numa amostra representativa de 1.600 pessoas, entre 10 e 13 de Agosto.
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Quarta-feira, Agosto 29, 2007

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Nathan Coley, Lockerbie Evidence #4, 2002
Khadaffi inocente do atentado de Lockerbie?

A hipótese não é nova mas as informações surgidas nos últimos dias na imprensa suiça e francesa parecem confirmá-la. Um artigo publicado no domingo no suiço SonstagBlick revela que uma das principais testemunhas do processo, Ullrich Lumpert, vem a publico, quase 20 anos após o atentado, para afirmar que mentiu aos juízes para direccionar a investigação para a pista da implicação líbia. A notícia surge semanas após a justiça escocesa admitir pela primeira vez poder ter cometido um erro judicial ao condenar um agente dos serviços secretos líbios, que nunca deixou de clamar a sua inocência. As revelações são divulgadas num momento em que o ocidente reata relações com o regime do coronel Khadaffi, após a libertação das enfermeiras búlgaras, e deixa no ar a hipótese da reviravolta do caso Lockerbie ter feito parte das contrapartidas diplomáticas negociadas com Tripoli pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.

O atentado fez 270 mortos entre os passageiros do Boeing 747 da companhia Pan Am que explodiu quando sobrevoava a cidade escocesa de Lockerbie. Face à pressão internacional a Líbia acabaria por aceitar extraditar um dos seus agentes secretos, um dos quais, Abdel Basset Ali Megrahi terminaria por ser acusado e condenado à prisão perpétua pela justiça escocesa.

Uma investigação publicada em livro, feita pelo jornalista francês Pierre Pean, revelava em 2001, que o processo teria sido manipulado pelos serviços secretos franceses e norte-americanos para pressionar o regime de Khadaffi e justificar as sanções internacionais que seriam aplicadas meses mais tarde. As primeiras pistas após o atentado apontavam para a implicação dos serviços secretos sírios e iranianos no ataque, uma verdade inconveniente num momento em que Damasco era um aliado de Washington durante a primeira guerra do Golfo de 1990-1991.

A única prova que incriminava Tripoli resumia-se ao resto de um detonador que seria identificado como pertencente a uma empresa suiça, baseada em Zurique, e cujos responsáveis afirmavam ter vendido aos serviços secretos líbios. A mesma pista é a que é hoje posta em causa, quando um dos antigos funcionários da empresa suiça MEBO, sediada em Zurique, Ullrich Lumpert, afirma ter mentido, fornecendo um modelo de detonador aos investigadores que nada tinha a ver com aquele encontrado entre os restos do avião destruído pelo atentado de Lockerbie. Vários analistas, entre os quais Pean, acusam Washington e Paris de ter escrito o guião deste atentado por interesses diplomáticos e de ter enterrado o assunto, em parte para tentar obter um acordo com o Irão para o abandono do seu programa nuclear. As novas informações vêm agora a lume, também num momento em que Teerão mantém-se firme na recusa em suspender o enriquecimento de urânio. Coincidência? O tema que roça as clássicas teorias da conspiração promete desenvolver-se nas próximas semanas, quando os tribunais poderão reabrir o processo, tendo aceite o pedido de recurso da condenação apresentado pelo responsável dos serviços secretos líbios detido na Escócia.

Exclusivo: A declaração de Ullrich Lumpert, traduzida do original em alemão

AFFIDAVIT:

of Mr. Ulrich Lumpert, electronic engeneer, ex of

employees at company MEBO Ltd Telecommunication

8004 Zurich / Switzerland, between 1978 to1994.



Ex a witness during the process 'Fhimah, Al Megrahi'

(Lockerbie-case) 2000 in Kamp van Zeist NL.

Personal data: Name: Ulrich Lumpert;

Date of birth: 20 September 1942;

Occupation: electronic engeneer;

Residence:8122 Binz, Kt.Zurich / Switzerland

°°°

AFFIDAVIT:

The following facts, which correspond to the truth,

were signed by Mr. Ulrich Lumpert on 18th July 2007.



1.> During the examination by the Bundespolizei (Federal

Police) "BUPO" Switzerland, FBI und Scottish Police

present in Zurich in 1991;

and

the examination of the Bundeskriminalamt (BKA)

(Federal Bureau of Criminal Investigation) by Com-

missioner Fuhl in Konstanz / Germany 1991;

as well

as in the "Lockerbie Trial" in Kamp van Zeist 2000.

I had testified as witness No.550 and stated in the

record, that of the 3 pieces of hand-made prototypes

MST-13 Timer PC-Boards the third MST-13 PC-Boarcd

was brocken and I had thrown it away.



ULRICH LUMPERT, 8122 Binz / Kt. Zurich / Switzerland

Page 2 U.L.

I built two functioning MST-13 Timers with the remai-
ning 2 PC-Boards, which were delivered to the GDR

State Security Service (STASI) by Mr. Bollier

The MST-13 PC-Boards consisted of 8 layers of fiber-

glass and were brown in colour.

2.> These statements recorded by me were not correct!



I confirm today on 18th July 2007 that I stole the third

handmanufactured MST-13 Timer PC-Board consisting

of 8 layers of fiberglass from MEBO Ltd. and gave it

without permission on *22nd June 1989 to a person

officially-investigated in the "Lockerbie case".

3.> At this *time I did not know , that the MST-13 Timer

PC-Board was used for a specific purpose in

connection with the attack on PanAm 103,

otherwise I would have requested permission from

one of the owners of M/S Mebo Ltd (Meister or Bollier)

to release the MST-13 PC-Board.

4.> In addition I have handed over without permission a

summary of the production films, hand-stuck templates

and the blueprints of the MST-13 Timer production in a

yellow evelope to Det. Superintendent James

Gilchrist, Scottish Police during a *visit to Zurich in June

1991.

(* according to Mebo: without the necessary sanction

of the Swiss law enforcement).

5.> Reason why I did not explain the true background be-

fore the court proceedings.I have been living in an indescribable condition of

depression of and fear since my second exa-

mination by the police in 1991.



I got a shock and was in a significant state of anxiety

when I was shown the photograph with the apparent

MST-13 Timer fragment by the "BUPO", FBI and the

Scottish Police , surprisingly for the first time in *mid

January 1991 , which was apparently found in

Lockerbie and they confronted me with the fact that

this MST-13 Timer fragment was found in Lockebie and

was a part of the ignition device of the suitcase with

explosives, which caused the Boeing 747 PanAm

Flight 103 to crash, killing 270 people...





ULRICH LUMPERT, 8122 Binz / Kt. Zurich / Switzerland

Page 3 U.L.

*According to Mr. Bollier`s statement he was shown
photographs of the MST-13 Timer fragment (No.PT/35,

PT/35(b) etc.) on 23rd April 1990 by "BUPO" and on

15th November 1990 by FBI and the Scottish Police.



Although the portrayed MST-13 fragment at this time

itself, had been sawed into two pieces apparently

for forensic reasons, it did not escape me that the

MST-13 fragment on the police photograph

(No. PT/35(b) came from the non-operational

MST-13 prototype PC-board that I had stolen; this

because there are clear characteristics e.g. on a

specific soldering terminal, a relay had never been

soldered.

The soldering terminal was flat and clean at this

place.Take note

: I saw the photograph with the illustration

of the non-processed originals, apparently the

MST-13 Timer fragment under "Evidence No. PT-35,

image 9 from Crownoffice, gov. UK", for the first time

at MEBO Ltd after the "Lockerbie- Appeal 2001",

before my first Affidavit.

I clearly recognize the scratched remnants of the

soldering tracts on this enlarged digital police

photograph. I had nothing to do with the letter "M"

(possibly an abbreviation of Muster 'sample'), which

appears.

When I realized that the MST-13 PC-board, after it

was handed over by me without permission was

misused for deliberate politically criminal "action", it

was clear to me that I was stuck "in the middle of it"

and decided to keep quiet, for it could have been

extremely dangerous for me as an unintentional "bearer of secrets"...

I am sorry for the consequences of my silence at that

time for the innocent Libyan Mr. Abdelbaset Al

Megrahi, sentenced to life imprisonment, and for the

country of Libya.



ULRICH LUMPERT, 8122 Binz / Kt. Zurich, Switzerland

Page 4 U.L.

With the information known to me I would like to put

an end to the accusation that Libya is responsible for

the Lockerbie Tragedy by "manufacturing" MST-13

Timer-Link with criminal intent.





6.> The reason why I reveal this fundamentally impor-

tant information only today :

I would like to use this opportunity to clear my

conscience, because I cannot be prosecuted for

stealing, delivering and making false statements about

the MST-13 Timer PC-board, on grounds of statutory

limitation.



7.> The time is right for this, because action for a 2and

Appeal has been granted in the "Lockerbie Case" on

account of "Miscarriage of Justice"

I would also like to apologize to Mr. Meister and Mr.

Bollier, MEBO Ltd for the damage caused to their

prestige.

I herewith declare that the contents of the Affidavit

are true.

4 pages.

Zürich, 18.07.2007

Unterschrift:

(U.L.) Ulrich Lumpert

__________________________________________________________Only valid for the German Affidavit



Official Certification

This is to certify that this copy corresponds exactly with the document (4 single pages) shown to us this day and declared to be the orginal.

Zurich, this 18. 07. 2007

B No. 2070

Fee: Fr. 35.-- NOTARIAT ALTSTETTEN- ZÜRICH

Signature:

Walter Wieland, certifying officer



Mais elementos para reflexão:

Artigo Le Figaro de 2005
Artigo Figaro 27.08.2007
Artigo Monde Diplomatique de Pierre Pean "As provas falsificadas do terrorismo líbio" 2001 >


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Sexta-feira, Maio 25, 2007

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EUA e Arábia Saudita apoiaram Fatah Al-Islam

O jornalista Seymor Hersh concedeu uma entrevista à CNN onde faz a leitura das causas que levaram aos acontecimentos actuais em Tripoli. O jornalista de investigação revela a política de "redirecção" do governo norte-americano, que consiste em apoiar qualquer grupo sunita, terrorista ou não, para travar a expansão do xiismo no Médio Oriente. A lógica em Washington continua a ser a mesma, "o inimigo do meu inimigo, meu amigo é".

Revelando as confidências que recolheu junto dos membros do governo libanês, Hersh afirma que o Fatah Al islam foi tolerado, senão armado e financiado, pelo governo Siniora, com o apoio e a benção dos EUA e do príncipe Bandar da Arábia Saudita, que viu nesta organização uma força capital para recorrer no dia em que fosse necessário combater o Hezbollah.

Hala Gorani (CNN) - Quais são as fontes de financiamento destes grupos, como por exemplo o Fatah Al Islam no campo de Nahr El Bared? Onde vão buscar o dinheiro e as armas?

Seymor Hersh - O actor chave é a Arábia Saudita. É disso que falo no meu artigo, sublinhando o acordo secreto assinado entre a Casa Branca - e aí falamos de personalidades como Dick Cheney e Elliott Abrams, um dos conselheiros mais importantes na Casa Branca - e o príncipe Bandar da Arábia Saudita. O objectivo era obter um apoio, um apoio secreto, dos sauditas, para ajudar diferentes grupos extremistas jihadistas, grupos sunitas em particular no Líbano, que funcionariam como último recurso em caso de confrontos com o Hezbollah. É tão simples quanto isso.

Gorani: O governo Siniora, prosseguindo o objectivo de fazer face ao Hezbollah no Líbano, financiaria, segundo diz, grupos como o Fatah Al Islam, com os quais têm agora um grave problema?

Gorani: Foi uma consequência que não conseguiram prever, mas sim financiaram.

Gorani: Se a Arábia Saudita e o governo Siniora agiram dessa forma, quer o resultado fosse previsto ou não, os EUA devem ter qualquer coisa a dizer sobre este tema?

Hersh: Os EUA estiveram desde o início profundamente implicados. Foi uma operação secreta levada a cabo por Bandar com o nosso apoio. Lembre-se por exemplo como intervimos na guerra no Afeganistão, ao apoiar Osama Bin Laden, os mujaidines nos anos 80, com Bandar e com pessoas como Elliott Abrams encarregues da tarefa. Os sauditas tinham-nos prometido que podiam controlar os jihadistas e por isso consagrámos bastante dinheiro e tempo no final dos 80 a utilizar, a apoiar os jihadistas para combater os russos no Afeganistão, mas eles acabaram por se virar contra nós. E agora a história repete-se exactamente da mesma maneira, como se não tivéssemos aprendido nada. Uma vez mais utilizamo-nos dos sauditas para apoiar os jihadistas e uma vez mais os sauditas asseguram-nos que podem controlar os diferentes grupos, como aquele que neste momento se opõe ao governo em Tripoli.

Gorani: Os mujaidines dos anos 1980 são uma coisa, mas porque é que seria no interesse dos EUA neste momento reforçar, mesmo que indirectamente, estes movimentos jihadistas que são extremistas, que se batem até à morte nestes campos palestinianos? Será que tudo isto não vai contra os interesses do governo Siniora, mas também dos Estados Unidos e do Líbano?

Hersh: O inimigo do nosso inimigo nosso amigo é, se os grupos jihadistas do Líbano foram apoiados foi para pudessem enfrentar Nasralah. É importante lembrar que o Hezbollah derrotou Israel no ano passado, quer os Israelitas o reconheçam ou não. O Hezbollah representa portanto uma grande ameaça para os Estados Unidos. O papel dos Estados Unidos é muito simples, Condoleeza Rice exprimiu-o de uma forma muito clara: nós comprometemo-nos a apoiar os sunitas em todos os lugares possíveis contra os xiitas - contra os xiitas do Irão, contra os xiitas do Líbano como Nasralah. Trata-se de uma guerra civil. Nós comprometemo-nos com certos países - o Líbano em particular - no apoio à violência confessional.


(Encontro entre Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, e Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão em Teerão)

Gorani: A administração Bush não assume no entanto essa posição, assim como o governo Siniora, que designou a Síria como culpada, afirmando que o Fatah Al-islam é um braço armado de um grupo sírio, que é a Síria quem lhe fornece as armas.

Hersh: É uma questão para a qual é importante encontrar uma resposta. Se tal é verdade, a Síria que está muito próxima do Hezbollah - e que por isso é alvo de críticas de Washington - estará a apoiar grupos salafistas (opostos ao Hezbollah), e então esta lógica cai