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Bem-vindos a Tora-Bora. Verdades de destruição maciça, resoluções de nações desunidas, ataques verbais preventivos. A arma é só uma palavra. Notícias, diferentes daquilo que se vislumbra à vista desarmada.


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Vitória de Bush pode originar guerra civil no interior dos republicanos. [nytimes.com]

 

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Autoridades russas afirmam que os 31 sequestradores da escola de Beslan eram não só islamistas radicais como toxicodependentes.

[newsfromrussia.com]

 

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Entre Baasistas, jihadistas, fiéis a Saddam e combatentes da Al-Qaida, quem são os guerrilheiros iraquianos que combatem a "ocupação" norte-americana no Iraque? [jihadunspun.com]

 

 

IRAQUE

A lista das personalidades internacionais subornadas por Saddam Hussein. [memri.org]

 

Sérvia-Montenegro

O "site" de defesa do antigo presidente jugoslavo, Slobodan Milosevic, julgado em Haia. [slobodan-milosevic.org]

 

IRAQUE

"Relatório" da resistência iraquiana. [alfathumobin]

PORTUGAL

A réplica da Opus Dei ao livro "Código Da Vinci".

[opusdei.org]

 

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Rajada Últimas informações da revolta da oposição na Ucrânia.

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[ukraine-europe.info]

 

Rajada O site do movimento de resistência não-violenta ucraniana "Pora". Manifesto e notícias.

[www.pora.org.ua]

 

Rajada O site do candidato pró-ocidental Viktor Yuschenko que reclama a vitória nas eleições de domingo.

[www.yuschenko.com.ua]

 

Contexto A fórmula de revolução na Ucrânia. 198 métodos de protesto e persuasão não-violentos.

[www.pbs.org]

 

Contexto Artigo do "Courier des Balkans". Otpor, revoluções ao domicílio.

[www.balkans.eu.org]

 

Contexto Eleições presidenciais na Ucrânia e a visita de Putin a Kiev. Relatório Public Opinion Foundation - Moscovo.

[www.english.fom.ru]

 

e... O hobbie do candidato pró-ocidental, a apicultura... "Gosto de comparar a organização das colmeias à organização da sociedade".

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Kalashnikov é um blogue independente que se responsabiliza por todas as opiniões publicadas nesta página. Textos de José Miguel Sardo, Dulce Dias e Ricardo Figueira. Envie os seus comentários, ou propostas de artigos, a kalashenikov.mail.pt.


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Terça-feira, Março 08, 2005



Aslan Maskhadov: a segunda deposição do líder político checheno

Terminou a luta independentista, esperam-se tempos de terrorismo ainda mais violentos na Chechénia com a morte do mais político dos guerrilheiros.

Capturado como Saddam Hussein, mas morto pelos serviços secretos russos. O presidente checheno eleito em 1997 poderá ter sido morto durante uma operação militar na cidade de Tolstoï-Iourt, a norte de Grozny, a acreditar nos relatos do chefe do FSB russo Nikolaï Patrouchev . Vladimir Putin recebeu no dia 8 a notícia de morte do "terrorista internacional", visto no cenário da insurreição chechena como um moderado, e que teria mesmo até ao final de Fevereiro apelado a um cessar-fogo no território.

Segundo as informações recolhidas pelo Kalashnikov, Aslan Maskhadov seria alvo de diversas ameaças de Moscovo desde o início deste ano, relativas nomeadamente ao rapto de membros da sua família. Os meios independentistas chechenos acusam o Kremlin de ter mesmo raptado vários familiares do presidente independentista ao longo dos últimos meses. No dia 14 de Janeiro a notícia surpreendia a guerrilha chechena, Maskhadov tinha anunciado um cessar-fogo das actividades militares contra o exército russo, durante o mês de Fevereiro, uma medida seguida também por Shamil Basayev, líder do braço mais radical da guerrilha.


O moderado e o radical, Aslan Maskhadov e Shamil Basayev.

Hoje, o Kremlin anunciou a morte de Maskhadov durante uma operação levada a cabo na povoação de Tolstoï-Iourt, a norte de Grozny, onde Maskhadov se encontraria refugiado no interior de um Bunker. As imagens do suposto cadáver do líder checheno foram mostradas na televisão nacional em jeito de troféu de guerra. Desde 1999, início da segunda guerra chechena, que Moscovo se tem mostrado incansável nos esforços para capturar o presidente que Moscovo depôs em 97. O seu nome voltou a ser proferido por Vladimir Putin aquando do atentado sobre a escola de Beslan em Setembro de 2004, mesmo que fontes próximas de Maskhadov tivessem negado o seu envolvimento, sublinhando o seu perfil de moderado no interior da guerrilha chechena.

Teria o presidente independentista pressentido a ameaça que pairava sobre ele nas últimas semanas. No comunicado anunciado em Janeiro pelos meios independentistas? Maskhadov apelava ao cancelamento de todas as acções contra o exército russo à excepção daquelas que têm por fim minar os arredores do campo de treinos dos combatentes ou de neutralizar o material e homens que levam a cabo operações de espionagem nas montanhas e zonas arborizadas. Ao mesmo tempo Shamil Basayev encontra-se desaparecido há várias semanas, tendo os rumores da sua morte sido desmentidos pelos meios independentistas que justificam a ausência do combatente pelo seu alegado casamento em meados de Fevereiro, com uma mulher de origem cossaca, na cidade de Krasnodar, na Rússia Meridional.

Segundo as informações avançadas pela Rússia a captura de Maskhadov deve-se às informações fornecidas por um grupo de combatentes chechenos capturados há alguns dias. As autoridades chechenas anunciaram ontem a captura de um grupo de combatentes que alegadamente teriam dado apoio logístico ao atentado em Beslan. Moscovo prepara-se para festejar agora a neutralização do "coração" da revolta chechena e ao mesmo tempo a aniquilação do alegado cabecilha do atentado? Cabe agora à história revelar o verdadeiro papel e carácter de Maskhadov apelidado de moderado pela própria guerrilha e que no passado foi um crítico acérrimo de atentados contra o poder checheno pró-russos recusando sempre a sua implicação nas acções.

Vladimir Putin diz que o trabalho ainda não está completo na região independentista russa. O Kremlin vai enviar uma comissão a Grozny para confirmar a morte de Maskhadov. A guerrilha poderá agora tomar proporções mais violentas quando a vingança entrar no vocabulário dos chefes de guerra mais radicais com ramificações comprovadas ao terrorismo internacional e apoiados por governos estrangeiros de países do Médio-Oriente. Terminou a luta independentista, esperam-se tempos de terrorismo na Chechénia com a morte do mais político dos guerrilheiros.

José Miguel Sardo


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Segunda-feira, Março 07, 2005

O lugar de Freitas




Para a direita, é um vira-casacas que se mudou para o inimigo. Para a esquerda, é um intruso. Quem deseja verdadeiramente Freitas do Amaral no Governo, agora que José Sócrates e o PS o fizeram voltar, 25 anos depois, ao Palácio das Necessidades?

A nomeação de Freitas do Amaral para o Ministério dos Negócios Estrangeiros faz lembrar uma velha canção de Roberto Leal que dizia "Em Portugal, sou brasileiro, no Brasil, sou português". Assim é, um pouco, a posição de Freitas do Amaral no novo governo do PS. A ala mais esquerda do partido, embora ainda não se tenha feito ouvir, está com certeza apreensiva com a presença de um antigo dirigente do CDS. O fundador dos democratas-cristãos está agora, pasme-se, num governo socialista! Quanto à direita, vê com rancor a mudança de opinião daquele que já foi o candidato presidencial contra Mário Soares.

Esse rancor teve agora o seu momento mais alto (e mais cómico) quando Paulo Portas decidiu enviar a foto que estava na galeria do Largo do Caldas para a sede do PS. Tal como Estaline apagou Trotski das fotos oficiais, também Portas se quer livrar da figura do "traidor", depois de no último congresso ter apresentado um filme sobre a história do partido, em que Freitas nunca apareceu. Esquece-se que, de todos os líderes que o partido já teve, só mesmo ele e Adriano Moreira lá continuam: Lucas Pires, Manuel Monteiro e, agora, Freitas do Amaral deixaram todos o CDS por divergências com as sucessivas lideranças.

A aproximação de Freitas à esquerda teve origem nas posições sobre a guerra no Iraque. Como qualquer pessoa, tem as suas posições - que, neste caso, foram contrárias às dos partidos de direita. Isso chegou para ser votado ao esquecimento pelo partido que fundou. Para muitos, ir contra os americanos, numa altura em que Durão Barroso organizava, nos Açores, uma "cimeira de guerra", era uma blasfémia. Para outros, apenas a prova de que estávamos perante alguém com pensamento próprio. Muitos vêem com desconfiança a presença de um anti-americano no MNE (ainda hoje, no seu comentário da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa o referiu). No entanto, se toda a diplomacia mundial tivesse que dizer sim a Washington, estaríamos perante o triunfo do pensamento único. Que seria, nesse caso, da diplomacia francesa?

Respondendo à pergunta inicial: Quem quer Freitas no Governo? Quem não se sente incomodado por alguém mudar de orientação sem mudar de princípios, quem acredita que as convicções são mais fortes que as etiquetas e quem se orgulha em ter um antigo presidente da Assembleia-Geral da ONU como chefe da diplomacia portuguesa. Para todos esses, bem vindo Sr. Professor!

RF

Notícia do Público (com reacção do PS) aqui.


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Quarta-feira, Março 02, 2005

PIDE imobiliária, SA

A antiga sede da polícia política de Salazar, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, já tem uma nova função. Um museu? Não! Um condomínio imobiliário de luxo.



A decisão partiu da Cãmara Municipal de Lisboa. A antiga sede da PIDE-DGS, que agora é um edifício abandonado pertencente à Casa de Bragança, vai ser vendida ao grupo do milionário Pereira Coutinho para a construção de um condomínio de luxo. Será isto um elogio do esquecimento?

Vivo há alguns anos em Lyon, uma cidade que durante a ocupação nazi conheceu os horrores da Gestapo e do temido Klaus Barbie. Hoje, um dos edifícios de que mais me orgulho na cidade é o Museu da Resistência e da Deportação, instalado no antigo hospital militar que serviu de sede à polícia política nazi. O museu tem uma grande exposição permantente sobre a Resistência e o papel da França na II Guerra Mundial, além de abrigar regularmente exposições temporárias. Possui ainda um centro de documentação sobre o tema, que permite que as novas gerações aprendam o que se passou e a memória seja perpetuada.

O mesmo deveria ser feito em Lisboa. Portugal não viveu o horror do nazismo, mas teve uma ditadura que obrigou tantos portugueses a saír do país. Os centros de documentação e museus que existem sobre o Estado Novo e o 25 de Abril são escassos e pouco divulgados, à excepção talvez do Forte de Peniche. A sede da PIDE tem todos os requisitos para que seja ali instalado um grande museu, sem tiques revolucionários mas que possa explicar aos portugueses o que foi a polícia política e a ditadura. É um edifício largo, degradado mas que pode facilmente ser restaurado, em pleno centro da cidade e próximo do metro. Além, claro, de toda a carga simbólica.

No entanto, a CML preferiu a solução mais lucrativa. Falta de vontade política, cedência às pressões do dinheiro ou as duas coisas juntas, o condomínio parece preparado para avançar. No entanto, não culpo só a actual administração. A culpa é de todos os que, ao longo dos últimos trinta anos, não fizeram nada contra o esquecimento.

RF

Leia aqui a notícia do Correio da Manhã


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