
Bem-vindos a Tora-Bora. Verdades de destruição maciça, resoluções de nações desunidas, ataques verbais preventivos. A arma é só uma palavra. Notícias, diferentes daquilo que se vislumbra à vista desarmada.
Rússia Missíl contra desarmamento
EUA Rice&Bush lda
Palestina Arafat enterrado vivo
Iraque silêncio bombas
França Paris Photo 04
Iraque Fallujah
Chile Culpa de Pinochet
Palestina Coma profundo
EUA Imagine
EUA Missão cumprida?
Europa Uma história fictícia
Iraque Estratégia: humilhação
Cuba A queda do líder
Europa Lampedusa
Europa Perguntas estúpidas
Sudão Darfur S.A.
Iraque Reféns da imagem
Portugal Carlucci
Israel A estratégia Sharon
Espanha Ter Aznar
atentadoaopudor
Eleições EUA vistas do Irão
EUA
Vitória de Bush pode originar guerra civil no interior dos republicanos. [nytimes.com]
RÚSSIA
Autoridades russas afirmam que os 31 sequestradores da escola de Beslan eram não só islamistas radicais como toxicodependentes.
IRAQUE
Entre Baasistas, jihadistas, fiéis a Saddam e combatentes da Al-Qaida, quem são os guerrilheiros iraquianos que combatem a "ocupação" norte-americana no Iraque? [jihadunspun.com]
IRAQUE
A lista das personalidades internacionais subornadas por Saddam Hussein. [memri.org]
Sérvia-Montenegro
O "site" de defesa do antigo presidente jugoslavo, Slobodan Milosevic, julgado em Haia. [slobodan-milosevic.org]
IRAQUE
"Relatório" da resistência iraquiana. [alfathumobin]
PORTUGAL
A réplica da Opus Dei ao livro "Código Da Vinci".
[topo]
Rajada Últimas informações da revolta da oposição na Ucrânia.
[tol.cz]
Rajada O site do movimento de resistência não-violenta ucraniana "Pora". Manifesto e notícias.
Rajada O site do candidato pró-ocidental Viktor Yuschenko que reclama a vitória nas eleições de domingo.
Contexto A fórmula de revolução na Ucrânia. 198 métodos de protesto e persuasão não-violentos.
Contexto Artigo do "Courier des Balkans". Otpor, revoluções ao domicílio.
Contexto Eleições presidenciais na Ucrânia e a visita de Putin a Kiev. Relatório Public Opinion Foundation - Moscovo.
e... O hobbie do candidato pró-ocidental, a apicultura... "Gosto de comparar a organização das colmeias à organização da sociedade".
[topo]
A star from Mosul (Iraque)
Another Irani On-line (Irão)
Back to Iraq (Iraque)
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[topo]

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José Sócrates e o PS conseguiram aquilo que Guterres falhou por um triz e, antes, só o PSD de Cavaco Silva tinha conseguido: uma maioria absoluta. Significa isto que vamos ter quatro anos de establidade governativa? Em princípio, sim. Ou talvez não.
Em 1999, António Guterres falhou a maioria por apenas um deputado. Isso não colocou grandes problemas de estabilidade, até porque havia quem estivesse pronto a trocar uma fábrica de queijo pela aprovação de um Orçamento de Estado. Havia, apesar de tudo, uma maioria sólida e não foi por falta dela que houve eleições antecipadas em 2002. Essas eleições aconteceram porque o PS teve um resultado desastroso nas autárquicas e Guterres decidiu bater com a porta, falando em "pântano".
Nas eleições de 2002, o PSD de Durão Barroso também não conseguiu a maioria absoluta. Mas formou uma maioria estável ao coligar-se com o CDS-PP. A aliança entre os dois sempre pareceu sólida, embora Paulo Portas, ex-carrasco do cavaquismo enquanto director de "O Independente", não seja propriamente uma figura com a qual o PSD possa formar uma aliança sem azedume e sorrisos amarelos à mistura. Mesmo com todas as engolidelas de sapos que a coligação implicou, não foi nenhuma crise no seio desta que provocou a queda do último governo. Foi, sim, a decisão (apesar de tudo, respeitável) de Durão Barroso de ir para Bruxelas e a subsequente nomeação para o cargo de primeiro-ministro de Santana Lopes, que levou à maior sucessão de argoladas de que há memória e conseguiu a proeza de pôr figuaras destacadas do partido contra o próprio Governo. Que não teve outra saída senão a dissolução.
Vejamos, então: os dois últimos governos tiveram, mesmo sem maiorias absolutas, toda a estabilidade para governar e mesmo assim caíram - em qualquer um dos casos, directa ou indirectamente, por iniciativa do próprio primeiro-ministro. Por isso, a maioria de Sócrates pode significar muito e pode não significar nada. Este ano há autárquicas (previsivelmente favoráveis ao PS) e para o ano há presidenciais (onde a possibilidade de ser eleito um presidente de direita, nomeadamente Cavaco Silva, é grande). Para que maioria seja sinónimo de quatro anos de estabilidade, Sócrates precisa de uma capacidade de encaixe maior que a dos antecessores.
Ricardo Figueira
A propósito, reproduzo um texto que me chegou por e-mail e supostamente saíu no Público, mas que não encontrei em nenhuma da últimas duas edições e cujo autor ainda não descobri. A ele, as minhas desculpas pela falta de citação.
Quatro Casamentos e um Funeral
O António afiançara à Maria que a vida seria um mar de rosas e cheia de prosperidade. O casamento foi feliz e despreocupado. O António era um gastador compulsivo mas a Maria não queria saber nada dessas coisas de dinheiro. "A família não são números", proclamava o António a quem lhe chamava a atenção para os excessos. O que interessava era a qualidade de vida, as grandes festas e as aparências.
Quando um dia, repentinamente, o António fugiu de casa deixando apenas as prestações das dívidas por pagar, a Maria entrou em desespero. Estava de tanga. Atemorizada, casou com o Zé Manel, depois de um curto namoro. Afinal, o Zé Manel parecia ser bem mais ajuízado que o António e talvez trouxesse alguma ordem às finanças lá da casa.
Os rapazes sentiram logo algumas diferenças. As semanadas foram congeladas, o Zé Manel não lhes dava dinheiro para o autocarro e o discurso mudara: "Temos que poupar, não podemos gastar o que não temos", dizia o Zé Manel. Mas aquilo era só da boca para fora. Os costumes da família estavam bem enraizados e, no essencial, tudo continuou como no tempo do António.
Apesar das dívidas cada vez maiores, não se cortava na cozinha, nem nas férias, nem nas contas da água, da luz ou do telefone. Nunca se dizia que não a um livro, a um disco ou a uma ida ao cinema. Não se mexia em direitos adquiridos. Por vezes o gerente da Caixa telefonava, inquietado com o saldo do cartão de crédito. E de vez em quando vendiam algumas jóias antigas para acalmar os credores.
Até que um dia o Zé Manel anunciou que se ia embora. Arranjara um emprego no estrangeiro, muito bem pago. E disse à Maria: "Não te preocupes, eu vou-me embora mas arranjei-te marido novo. Casas-te com o Pedro. Ele cuida de ti."
A Maria assim fez mas o enlace durou pouco. O Pedro era um bocado estouvado e tinha alguns amigos pouco recomendáveis. O pai da Maria não gostava dele nem um bocadinho e fez-lhe a vida negra. E um dia, o Pedro chegou a casa e descobriu que tinha a mala nas escadas.
Agora a Maria vai casar com o José. Foi o pai dela que arranjou o casamento. O José faz-lhe lembrar o António, de quem era muito amigo. O José propõe-se gerir as finanças familiares de outra maneira. Quando a Maria lhe perguntacomo é que ele vai fazer ele explica: "É fácil, o objectivo é sermos felizes."
O José já prometeu que as semanadas das crianças vão ser aumentadas, porque é uma vergonha que os nossos filhos tenham menos dinheiro que os filhos dos outros. Vai comprar um computador lá para casa e ligá-lo à Internet, em banda larga. Vai haver telemóveis para todos. "É um choque tecnológico", explica ele. E promete à Maria, que continua a ser a única a trabalhar lá em casa, que não vai precisar de lhe dar nem mais um tostão. O José vai gerir a casa com o que tem. E daqui para a frente, quem paga o café e os cigarros é ele. Essa mania do consumidor-pagador já era.
Soa a banha da cobra mas a Maria quer marido e os bons pretendentes não aparecem. A família da Maria gosta do José. Parece que vem aí um tempo novo e os rapazes já estão fartos de más notícias. O José é recebido lá em casa de braços abertos.
Mais cedo ou mais tarde as más surpresas vão começar a chegar lá para o fim da Primavera. E um dia, alguém vai reparar que o título desta história é "Quatro Casamentos e Um Funeral".
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Esta é a foto vencedora do World Press Photo 2004
O vencedor é o fotógrafo indiano Arko Datta, que trabalha para a Reuters.
A foto, tirada a 28 de Dezembro, em Cuddalore, India, Tamil Nadu, é a de uma mulher que chora um familiar morto pelo tsunami.
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