
Bem-vindos a Tora-Bora. Verdades de destruição maciça, resoluções de nações desunidas, ataques verbais preventivos. A arma é só uma palavra. Notícias, diferentes daquilo que se vislumbra à vista desarmada.
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Iraque silêncio bombas
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Israel A estratégia Sharon
Espanha Ter Aznar
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Eleições EUA vistas do Irão
EUA
Vitória de Bush pode originar guerra civil no interior dos republicanos. [nytimes.com]
RÚSSIA
Autoridades russas afirmam que os 31 sequestradores da escola de Beslan eram não só islamistas radicais como toxicodependentes.
IRAQUE
Entre Baasistas, jihadistas, fiéis a Saddam e combatentes da Al-Qaida, quem são os guerrilheiros iraquianos que combatem a "ocupação" norte-americana no Iraque? [jihadunspun.com]
IRAQUE
A lista das personalidades internacionais subornadas por Saddam Hussein. [memri.org]
Sérvia-Montenegro
O "site" de defesa do antigo presidente jugoslavo, Slobodan Milosevic, julgado em Haia. [slobodan-milosevic.org]
IRAQUE
"Relatório" da resistência iraquiana. [alfathumobin]
PORTUGAL
A réplica da Opus Dei ao livro "Código Da Vinci".
[topo]
Rajada Últimas informações da revolta da oposição na Ucrânia.
[tol.cz]
Rajada O site do movimento de resistência não-violenta ucraniana "Pora". Manifesto e notícias.
Rajada O site do candidato pró-ocidental Viktor Yuschenko que reclama a vitória nas eleições de domingo.
Contexto A fórmula de revolução na Ucrânia. 198 métodos de protesto e persuasão não-violentos.
Contexto Artigo do "Courier des Balkans". Otpor, revoluções ao domicílio.
Contexto Eleições presidenciais na Ucrânia e a visita de Putin a Kiev. Relatório Public Opinion Foundation - Moscovo.
e... O hobbie do candidato pró-ocidental, a apicultura... "Gosto de comparar a organização das colmeias à organização da sociedade".
[topo]
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Ariel Sharon já telefonou a Mahmud Abbas para congratulá-lo pela vitória nas eleições palestinianas. Depois de anunciados os resultados oficiais, mais que previsíveis, resta saber qual das personalidades do líder sairá vencedora: se Mahmud Abbas, o político, se Abu Mazen, o nome de guerra.
Visto como um moderado, Abbas esteve pouco tempo no cargo de primeiro-ministro, rapidamente substituido por Ahmed Qorei por divergências com Yasser Arafat. Agora, morto o líder histórico, regressa pela porta grande. A sua eleição é vista como uma nova esperança de paz. Depois de George Bush o ter convidado a vir à Casa Branca (o que nunca fez com Arafat), foi a vez de Ariel Sharon lhe telefonar a dar os parabéns e anunciar que quer, em breve, encontrar-se com ele.
O sucesso do novo presidente, no esforço de paz, depende de vários factores. Em primeiro lugar, tem que dar provas de que pode ter mão nos grupos terroristas, o que Arafat nunca teve. Um Estado palestiniano só é possível se for um Estado de direito, onde os criminosos são tratados como tal. Mas o lugar é um presente envenenado. Abbas sabe que lida com uma espada de dois gumes - de um lado tem o Tsahal e os seus ataques, nem sempre tão "selectivos" como isso, que não olha a meios para atingir os fins. Do outro, os grupos armados palestinianos, do Hamas às "Brigadas dos mártires de Al-Aqsa", que se reclamam como o braço armado do seu próprio partido. Uma repressão em grande escala destes grupos causará uma revolta sem precedentes que pode pôr fim à Autoridade Palestiniana como a conhecemos.
Qual é, então, a solução? Quando Sharon e Abbas se encontrarem, têm que ter em mente que enquanto houver ódio, haverá ódio, enquanto houver violência, haverá violência. Para reverter esse ciclo, Abbas tem que renunciar a atitudes dignas, não do político, mas do nome de guerra, Abu Mazen. Como recentemente, num comício, quando se referiu a Israel como o "inimigo sionista", num esforço para agradar a gregos e troianos, ou seja, moderados e radicais, quando o Hamas apelava ao boicote.
Abbas pode ser um moderado mas a História, às vezes, pode ser implacável. Na Universidade de Moscovo, Abbas doutorou-se com uma tese negacionista do Holocausto.
Ricardo Figueira
Leia aqui artigo do Israel Insider (publicado em 2003) sobre o percurso de Abbas.
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